
Dia 5 de outubro foi o
dia 9 de nossa viagem, e também o dia de conhecer a Península Valdes. Saimos do hotel entre nove e dez horas e partimos para o norte pelas praias, numa estrada de rípio que passava por alguns mirantes interessantes para observar as baleias. Depois de poucos minutos no carro, chegamos na primeira praia e já achamos super legal poder observar duas baleias a cerca de trezentos metros da costa: era a praia de El Doradillo. Ficamos lá por uns quinze minutos só tirando fotos e observando. Depois de voltar pro carro ainda retornamos a El Doradillo por mais duas vezes, em pontos diferentes, pra poder olhar outras duas baleias que se aproximaram. Mais pra frente, achamos Punta Flecha, um mirante no alto de um penhasco todo feito pra se observar as baleias francas que vêm à Península todos os anos, mas de lá não vimos quase nada. Na última praia antes de seguirmos pra Península (El Pedregal) no entanto, ficamos bobos: as baleias não estavam mais a trezentos metros da praia, mas a menos de trinta. Era tão perto, mas tão perto, que só o frio absoluto que reina por lá impede que as pessoas nadem até elas. O resultado disso foi que ficamos mais de uma hora em pé na praia olhando e tirando fotos, sem a mínima vontade de irmos embora.

Voltamos ao asfalto por mais alguns quilômetros e chegamos na entrada do parque nacional da Península Valdes, onde tivemos que pagar a salgada entrada para estrangeiros (AR$ 45/pessoa). De lá fomos ao centro de visitantes para pegar mais informações sobre a península e partimos pra primeira parada: Isla de los Passaros. Apesar de bonito, o lugar não tem muitos atrativos: a ilha fica longe da costa o suficiente para não podermos ver nada sem um binóculo ou com o zoom da câmera. Sem nada pra ver, seguimos para Puerto Pyramides, uma micro-cidade (a única) dentro do parque para conhecer, comer alguma coisa e completar o tanque de combustível no único posto disponível no trajeto de cerca de duzentos quilômetros que se faz dentro do parque - e mais uns cem de volta à Madryn. Depois de um almoço/lanche super-rápido, decidimos não fazer o passeio de barco para observar as baleias pois achamos que não teriamos tempo para tudo, e as baleias são as mesmas que podemos observar em Abrolhos. Um rápido passeio pela cidade e partimos pra Punta Pyramides, uma loberia que estava quase deserta: apenas dois lobos marinhos estavam por lá.

Punta Delgada foi nosso próximo objetivo, e pra chegar lá foram pouco mais de setenta quilômetros no rípio. Lá encontramos uma praia coalhada de elefantes marinhos. De lá partimos rumo à Caleta Valdes, e no caminho encontramos mais elefantes marinhos e uma colônia de pinguins. Nesse ponto notamos que nosso dia estava curto demais, mas decidimos seguir à Punta Norte de qualquer maneira, mesmo sabendo que pegariamos um bom pedaço de rípio no cair da noite. Punta Norte é bonita, mas não é algo indispensável dentro da Península. Lá há uma colônia de lobos e elefantes, e na temporada das orcas dizem ser um bom ponto para avista-las. Nesta época, no entanto, foi bom para observar o Sol se pondo. Para fechar o dia, voltamos boa parte do caminho para a entrada do parque acompanhando o céu mudando de cor, em tons entre laranja e rosa. Algumas horas depois, estavamos de volta à Madryn comendo uma bela pizza acompanhada de uma
pequena garrafa de 1l de Warsteiner. Creio que nem só de vinhos vive a Argentina...
Um comentário:
Cada imagem linda...mas surpreendi vocês estando ai né...rs..rs...Eu e todas as minhas amigas...rs..
Saudades...
Beijos
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