terça-feira, 7 de outubro de 2008

Gaiman & Punta Tombo

Post a quatro mãos!

Resolvemos encurtar a estada em Madryn pois realmente não tive coragem de ir mergulhar e encarar o vento em uma roupa molhada, ainda que seja uma roupa de neoprene. Em nosso último dia em Madryn caimos no erro de querer dormir um pouco mais antes de pegar a estrada, e já saímos do albergue às 10h. O Gustavo - dono/gerente do albergue - nos avisou que os primeiros quilômetros que pegariamos da Ruta 3 estavam sendo duplicados, e nos recomendou irmos devagar devido à grande quantidade de pó levantado na obra, além de nos sugerir um passeio por Gaiman, uma pequena cidade que foi colonizada por galeses, e até hoje mantém as tradições e estilo deste povo.

Logo descobrimos que o aviso sobre a estrada foi totalmente desnecessário, pois viamos a núvem de pó quilômetros a nossa frente, e imagino que andar dentro dela era o mesmo que andar no meio de uma tempestade de areia. Passado este trecho a estrada voltou ao seu normal e logo chegamos ao entroncamento para Gaiman. Indo direto ao escritório de turismo da cidade, descolamos um mapa e as informações sobre os principais pontos turísticos a se ver: um antigo túnel ferroviario - desativado, para se atravessar a pé e com lanterna -, a primeira casa da cidade, o antigo correio, o primeiro colégio, as capelas, as casas de chá, a praça central e os mirantes de onde se pode ver toda a cidade pelo alto. Deixamos o carro por lá e fomos direto pelo túnel, de lanterna na cabeça e sem enxergar mais do que três metros a nossa frente, passando pelas demais atrações uma após a outra.

Gaiman fica no vale do rio Chubut, e nesse ponto a paisagem da Patagônia muda radicalmente, com muitas árvores de um verde muito bonito. O árido deserto patagônico dá lugar a montanhas recobertas por pinheiros em uma mudança drástica, mas certamente para melhor!
A arquitetura da cidade e muito simpatica e com muitas casas em ótimo estado; a grande maioria revestida por pedras no exterior, o que dá a cidade um charme exclusivo e um clima bastante galês. Gastamos cerca de uma hora e meia para conhecer a cidade, e achamos melhor não irmos almoçar em uma das várias casas de chá da cidade - para a tristeza da Ju que insistiu que conhecessemos a cidade a fim de buscar um cafe da manha - por medo de não chegarmos a nosso destino a tempo. Voltamos à Ruta 3 por volta da uma da tarde, e seguimos por mais meia hora até a saída para Punta Tombo.

Punta Tombo é uma colônia de pinguins de magalhães que no auge do verão tem uma população de meio milhão. Fora desta época este número cai significativamente, mas ainda assim existem muitos pinguins por lá. O preço, como todos os parques nacionais argentinos até agora, é extremamente salgado para estrangeiros - AR$ 35/pessoa - mas acreditamos que valeu a pena ter pago isso tudo. Logo no início viamos pinguins a menos de dois metros de distância de nós. Um pouco mais a frente, um pinguim deitava preguiçosamente na passarela de madeira aproveitando o sol, e pudemos tirar algumas fotos junto com ele, que nem se importava com nossa presença. Pensavamos que seria tudo, mas na verdade a parte de Punta Tombo aberta ao público se extende por mais de um quilômetro. Neste caminho, é possível ver centenas de ninhos de pinguins com e sem seus ocupantes. Essas aves desengonçadas não se importam com a presença dos humanos, e não raro encontramos algumas rebolando enquanto cruzavam nosso caminho. Tínhamos a impressão de que eles estavam muito felizes com a nossa visita! Mais a frente pudemos chegar no topo de um rochedo que oferece a vista para a praia abaixo onde os pinguins nadam e saem da água, totalmente alheios ao frio que todos ao redor sentiam. Gastamos mais de uma hora nos divertindo com os pinguins, e saimos de Punta Tombo por volta das quatro e meia da tarde. Foi nesse ponto que vimos erramos ao não acordarmos mais cedo...

Ainda faltavam cerca de setecentos quilômetros até Puerto Deseado, e cerca de vinte deles no rípio. Em uma estimativa agressiva, se fizessemos média de 100km/h, chegariamos em nosso destino depois das onze da noite, sem saber aonde ficar e se haveriam hoteis abertos a esta hora. Decidimos apertar o passo e deixar pra decidir o que fariamos a medida em que a noite se aproximasse. Nossas opções pelo caminho eram poucas: Comodoro Rivadavia e Caleta Olivia. Rivadavia estava a cerca de 350 km de distância, e Caleta Olivia cerca de 100km depois. No início de nosso trajeto o vento resolveu colaborar e parou de jogar o carro de um lado pro outro, nos permitindo cubrir a distância até Rivadavia em menos de três horas. Nesse ponto, erramos novamente: ao invés de aproveitarmos o restante de luz do dia dirigindo, paramos para comer por uma meia-hora. O resultado é que saimos do posto de gasolina no meio da hora do rush local e só voltamos para a estrada - sinuosa e com trânsito pesado - já no início da noite. Passamos por Caleta Olivia e decidimos seguir em frente, só pra descobrir que o único trecho de estrada ruim que pegamos até agora fica entre este cidade e a saída para Puerto Deseado, e tinhamos que pegá-lo justo durante a noite. Pra fechar o dia com chave de ouro, chegando em Puerto Deseado passamos por um posto de polícia e, olhando para o policial que estava na estrada, não ví a placa de PARE no outro lado e passei direto, acendando para ele. Só depois de alguns metros ele fez sinal para que parasse (que ví pelo retrovisor por sorte), mas aí já era tarde. Completamente exausto, até agora não sei se fui multado ou não... Acho que só vou descobrir - se descobrir - quando for cruzar a fronteira...

Mesmo com as dificuldades que tivemos no final do dia, não nos arrependemos por ter parado em Gaiman e em Punta Tombo. Os dois certamente são paradas obrigatórias para quem passa por estas bandas. Colocamos as fotos aqui para que todos possam avaliar!

Peninsula Valdes

Dia 5 de outubro foi o dia 9 de nossa viagem, e também o dia de conhecer a Península Valdes. Saimos do hotel entre nove e dez horas e partimos para o norte pelas praias, numa estrada de rípio que passava por alguns mirantes interessantes para observar as baleias. Depois de poucos minutos no carro, chegamos na primeira praia e já achamos super legal poder observar duas baleias a cerca de trezentos metros da costa: era a praia de El Doradillo. Ficamos lá por uns quinze minutos só tirando fotos e observando. Depois de voltar pro carro ainda retornamos a El Doradillo por mais duas vezes, em pontos diferentes, pra poder olhar outras duas baleias que se aproximaram. Mais pra frente, achamos Punta Flecha, um mirante no alto de um penhasco todo feito pra se observar as baleias francas que vêm à Península todos os anos, mas de lá não vimos quase nada. Na última praia antes de seguirmos pra Península (El Pedregal) no entanto, ficamos bobos: as baleias não estavam mais a trezentos metros da praia, mas a menos de trinta. Era tão perto, mas tão perto, que só o frio absoluto que reina por lá impede que as pessoas nadem até elas. O resultado disso foi que ficamos mais de uma hora em pé na praia olhando e tirando fotos, sem a mínima vontade de irmos embora.

Voltamos ao asfalto por mais alguns quilômetros e chegamos na entrada do parque nacional da Península Valdes, onde tivemos que pagar a salgada entrada para estrangeiros (AR$ 45/pessoa). De lá fomos ao centro de visitantes para pegar mais informações sobre a península e partimos pra primeira parada: Isla de los Passaros. Apesar de bonito, o lugar não tem muitos atrativos: a ilha fica longe da costa o suficiente para não podermos ver nada sem um binóculo ou com o zoom da câmera. Sem nada pra ver, seguimos para Puerto Pyramides, uma micro-cidade (a única) dentro do parque para conhecer, comer alguma coisa e completar o tanque de combustível no único posto disponível no trajeto de cerca de duzentos quilômetros que se faz dentro do parque - e mais uns cem de volta à Madryn. Depois de um almoço/lanche super-rápido, decidimos não fazer o passeio de barco para observar as baleias pois achamos que não teriamos tempo para tudo, e as baleias são as mesmas que podemos observar em Abrolhos. Um rápido passeio pela cidade e partimos pra Punta Pyramides, uma loberia que estava quase deserta: apenas dois lobos marinhos estavam por lá.

Punta Delgada foi nosso próximo objetivo, e pra chegar lá foram pouco mais de setenta quilômetros no rípio. Lá encontramos uma praia coalhada de elefantes marinhos. De lá partimos rumo à Caleta Valdes, e no caminho encontramos mais elefantes marinhos e uma colônia de pinguins. Nesse ponto notamos que nosso dia estava curto demais, mas decidimos seguir à Punta Norte de qualquer maneira, mesmo sabendo que pegariamos um bom pedaço de rípio no cair da noite. Punta Norte é bonita, mas não é algo indispensável dentro da Península. Lá há uma colônia de lobos e elefantes, e na temporada das orcas dizem ser um bom ponto para avista-las. Nesta época, no entanto, foi bom para observar o Sol se pondo. Para fechar o dia, voltamos boa parte do caminho para a entrada do parque acompanhando o céu mudando de cor, em tons entre laranja e rosa. Algumas horas depois, estavamos de volta à Madryn comendo uma bela pizza acompanhada de uma pequena garrafa de 1l de Warsteiner. Creio que nem só de vinhos vive a Argentina...

sábado, 4 de outubro de 2008

Puerto Madryn

Hoje o dia quase começa mal, mas foi assim que realmente percebemos que estamos de férias: colocamos o despertador pras 8:30, mas não vimos que ele estava programado pra tocar apenas durante os dias úteis. Demos sorte e acordamos só 10 minutos atrasados, mas ainda a tempo de tomar café e de fazer o check-out no horário certo. Com o céu azul e sem nenhuma núvem a vista, saimos do hotel para rodar por Las Grutas. Claro que, mesmo com o sol brilhando, de manhã ainda faz muito frio por aqui, especialmente quando venta (98% do tempo).

As praias de Las Grutas são muito bonitas, com falésias ao longo de toda a costa e algumas penínsulas de pedras se projetando no oceano. Por toda a praia pequenos papagaios lutam contra o vento, muitas vezes resultando num empate que os deixam parados em pleno ar. Fora a praia, nada de novo pra ver, então seguimos a San Antonio Oeste pra conhecermos a cidade. Rodamos por alguns quilômetros dentro da cidade, mas nada de achar a praia ou indicações de que ela existia por perto. Tudo o que achamos foi uma pequena praia de rio, então nos demos por satisfeitos e seguimos rumo a Puerto Madryn, que estava a menos de 300 quilômetros de nós.

Duas horas e meia depois estavamos avistando o mar por cima de Madryn, numa vista que prometia. Dentro da cidade fomos direto ao escritório de turismo, e descobrimos que os hoteis que haviamos pesquisado antes já estavam lotados. Rodamos a cidade por uma meia-hora e encontramos um hostel que ainda tinha um quarto de casal com banheiro privado e fechamos nesse por 140 pesos - sem direito a café da manhã e sem internet (viva as cafeterias com Wi-Fi!). Hotel acertado, fomos procurar algum lugar pra almoçarmos, e ficamos numa lanchonete na beira da praia, onde pudemos saborear um hamburguer muito bem acompanhado por uma garrafa de 1l de Stella Artois.

Lanche feito, seguimos rumo à Punta Lomo pra ver os lobos marinhos e no caminho fomos apresentados ao rípio argentino. A condição da estrada é muito boa, mas o rípio escorrega bastante, e qualquer velocidade acima de 40 km/h levanta uma enorme quantidade de poeira, que torna difícil transitar atrás de outro carro. Fora isso, o rípio não parece ser nada pra se temer, e dirigindo com cuidado não devemos ter problemas. Como diz um certo amigo meu, respeito é bom e mantém os dentes na boca! Depois de comer poeira por alguns quilômetros, paramos numa praia e pudemos ver nossa primeira baleia, muuuuuuuitooo longe, mas deu pra vê-la brincar junto a um barco, hora exibindo a cauda, hora saindo da água. Algumas fotos depois, seguimos pra Punta Lomo, onde pudemos observar uma enorme colônia de lobos marinhos. Queriamos ficar mais tempo, mas acabamos expulsos pelo vento frio e cortante, que não dava trégua nem debaixo de casacos.

De volta à cidade, aproveitamos pra tomar um café e colocar o blog em dia. Descobrimos também que hoje batemos o récorde de fotos: 146. Creio que este récorde é temporário, pois se tudo der certo amanhã vamos visitar a Peninsula Valdez e Puerto Pyramides, e sair de barco pra vermos as baleias mais de perto.

Devemos ficar por Puerto Madryn mais uns dois dias, antes de pegarmos a estrada novamente pra conhecer Puerto Deseado. A cada dia Ushuaia fica mais próxima, mas nem por isso esta perto. Já foram mais de 4000 km rodados, mas ainda faltam 2000 até lá. Começo a pensar na volta... =)

Finalmente Patagônia!

Começamos o dia com um frio na barriga, pois a garagem do hotel na verdade era um edifício garagem associado ao hotel, e tivemos que deixar a chave do carro na mão de alguém que podia ser ou não um funcionário, com metade de nossa bagagem no carro (aí incluida a minha mala com todas as roupas de frio). Até onde pudemos notar, tudo permanece conosco... Uma volta rápida pela cidade pra conhecer melhor a orla, seguimos pela costa até Miramar, a uns 40 quilômetros de Mar del Plata. De lá, partimos pra estrada principal onde começou a tortura: ao contrário da Ruta 2, essa estrada tinha limite de 80 km/h. Um percurso que imaginei que fariamos em duas horas e meia nos tomou mais de três. Quando imaginei que tudo ficaria bem depois de Tres Arroyos, nova surpresa: a Ruta 3 também estava com limite de 80 km/h. Como nosso trajeto até Las Grutas tinha mais de 800 km, começamos a ficar mais tensos...

Mais algumas horas de estrada e contornamos Bahia Blanca e continuamos nosso trajeto rumo ao sul. Por volta das 14:30 chegamos à barreira sanitária que demarca o início da Patagônia. Dali pra frente, a viagem foi só alegria: a paisagem da Patagônia, ainda que desolada, é belissima, e a partir deste ponto o limite de velocidade passa para 110 km/h, provavelmente devido às retas sem fim que são as estradas por aqui. Mesmo assim, parece que eu era o único que seguia essa indicação: só conseguia ultrapassar caminhões, e os demais carros passavam por mim como se eu estivesse parado. Logo logo meus 110 foram virando 120, 130, 140... enfim, tornei-me um "local".

Por volta das 19:15 o sol finalmente começou a se por, num lento trajeto que foi até as 20h. Durante estes 45 minutos pudemos apreciar o por do sol mais bonito de nossas vidas. Aos que conhecem o por do sol do planalto, posso afirmar que este aqui - da planície - é muito mais bonito. O céu toma cores fantásticas, mesclando tons de azul com tons de vermelho e laranja, tornando algumas nuvens incandecentes e outras douradas. Tentamos tirar fotos deste espetáculo, mas nenhuma delas pôde fazer justiça ao que assistimos ao vivo. Simplesmente sensacional!

Por volta das 20:15, já escuro, avistamos ao fundo as luzes de uma cidade: era San Antonio Oeste, que se encontrava a 40 quilômetros de distância. Eu pensava que avistavamos Brasilia de longe quando ia pra lá de carro com meus pais, mas essa aqui bateu récordes! Aqui na Patagônia pela primeira vez pude olhar para todos os lados e ter a vista desempedida até o horizonte, 360 graus. Planície infinita!

Chegamos a Las Grutas por volta das 21h e fomos procurar um hotel e um restaurante pra fecharmos a noite, e terminamos jantando no cassino local acompanhados por um dos muitos bons Malbecs argentinos. Conhecer o balneário ficou para o dia seguinte, pois de noite não se via nada.

As fotos deste dia estão aqui.

Mar del Plata

Começamos o dia correndo atrás dos últimos acessórios necessários pra podermos viajar de carro pelas estradas argentinas: um kit de primeiros socorros e um cambão para reboque. Depois de visitarmos quatro farmácias finalmente encontramos o tal kit padrão, só pra descobrir que é algo mais inútil do que o antigo kit obrigatório no Brasil... Depois pegamos as indicações no hotel pra rua onde encontrariamos o cambão e partimos pelo trânsito portenho, que é realmente um inferno. Os motoristas de cá só perdem pros do Rio... Mas como costumo dizer (e infelizmente estou certo): quem dirige no Rio dirige em qualquer lugar. Depois de uns vinte minutos de trânsito - e na metade do caminho - descobrimos uma concessionária da Volks e partimos pra dentro. Lá o vendedor me informou que não vendiam somente o cambão, mas somente o "kit de securidad"completo. Resultado: estou com dois extintores, três ou quatro triângulos, dois kits de primeiros socorros que não servem de nada e um cambão que nunca devo usar! Mas melhor isso do que perder mais tempo parado no trânsito de Buenos Aires - foi o famoso pagar pra não se estressar.

Saindo de Buenos Aires entramos pela Ruta 2 que liga a cidade à Mar del Plata, com limite de velocidade variando entre 120 e 130 km/h. Depois do suplício de seguir o limite de velocidade no Uruguai, descobrir um limite alto por aqui foi ótimo! Depois de mais quatrocentos quilômetros de viagem, chegamos a Mar del Plata no final da tarde, com duas horas de claridade pela frente. Descobrimos o escritório da secretaria de turismo da cidade pra saber sobre hoteis mas a atendente - apesar de muy hermosa - não nos ajudou muito: a indicação que ela deu estamos procurando até agora! Passeamos um pouco pela praia, em frente ao cassino de Mar del Plata e por uma praça muito legal - há muito não via tantas crianças brincando numa. Depois, de guia na mão, saimos a caça de um hotel pra passarmos a noite. Encontramos um próximo da Peatonal San Martin, cuja internet sem fio mal chegava ao quinto andar (daí nosso último post).

Passeamos pela San Martin no final da noite pra tentar encontrar casacos, mas tudo que achamos foram cópias grosseiras de algumas marcas, que pra piorar não pareciam segurar frio algum. Resultado: até agora o único adereço contra o frio que compramos foi um gorro que me deixa com (ainda mais) cara de marginal! Fim de noite, encostamos numa pizzaria pra um programa de paulista: pizza e cerveja!

As fotos desse dia estão aqui.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Punta del Este a Buenos Aires

Ontem fiquei devendo um relato mais consistente sobre nossa travessia de Punta à Buenos Aires devido à hora em que voltamos pro hotel, então vamos lá!

Saindo de Punta, depois de poucos quilômetros, fomos à Punta Ballena, uma península com uma vista direta pra Punta. Passada rápida, decidimos só parar pra umas fotos e não entrar na Casa Pueblo, um mega-resort localizado lá, que conta com um museu. Preferimos seguir direto pra conseguirmos mais tempo para conhecer Colonia del Sacramento, o equivalente uruguaio à nossa Paraty. Pegando chuva ocasionalmente, seguimos para Colonia com a passagem do buque comprada pras 17:0, o que significava que tinhamos até 16:30 para estar no porto prontos pra embarcar.

Chegamos em Colonia por volta das 14:30 e paramos no escritório da secretaria de turismo pra pegar informações sobre a cidade e sobre o que conhecer. Como o tempo era muito curto, decidimos sacrificar o almoço pra ter mais tempo pra passear pela cidade. Infelizmente, nessa hora a chuva começou a cair forte, o que significava conhecer a cidade de carro e guardas-chuva. Seguimos pela orla pra conhecer a "praia" do rio, seguimos pra uma praça de touros antiga - e abandonada, literalmente caindo -, pra uma igreja muy hermosa e finalmente pro bairro histórico.

O bairro histórico é muito bonito, com casas que lembram Paraty e algumas ruinas de casas dos tempos em que Colonia era de fato uma colônia portuguesa. Outra atração foi subir num antigo farol para tirar algumas fotos panorâmicas da cidade lá do alto. Foram mais de 150 degraus, mas valeu a pena: a cidade vista lá de cima é ainda mais legal do que vendo do chão. Depois de mais uma volta pelo bairro, era chegada a hora de irmos pro porto.


No porto, colocamos o carro na fila e fomos fazer o check-in. No caixa, nova surpresa: a taxa portuaria só podia ser paga em pesos uruguaios ou argentinos, embora o policial lá fora tenha me dito que aceitavam cartões de crédito e reais. Quase ficamos no Uruguai, pois tive que raspar a carteira e literalmente dar nossas últimas moedas. Fora isso, a viagem foi ótima. No desembarque argentino nosso policial da aduana estava tão mais preocupado em falar no celular que não nos pediu nem mesmo pra ver as malas. Passamos rapidamente pelas ruas de Buenos Aires até o hotel e fomos passear pela Florida para comprar nosso guia YPF. De lá seguimos pra Puerto Madero pra recordar nossa primeira passagem por Buenos Aires, fazendo uma janta excelente como da primeira vez. Realmente, falta no Rio um lugar como Puerto Madero, onde se pode caminhar despreocupado às altas horas da noite, sentar na varanda de um restaurante pra jantar e tomar um vinho e apreciar a paisagem e o rio passando a alguns metros de você. Uma pena. Feito tudo isso, voltamos pro hotel onde nossa cama nos esperava convidativamente!
Hoje já estamos em Mar del Plata, e esse dia merece um post separado, mas a conexão do hotel está muito ruim. Se não conseguirmos postar hoje, tentamos da próxima vez.

Buenos Aires

Resumo de hoje: Punta del Este, Colonia del Sacramento, Buenos Aires. Como "hoje já é amanhã", esse post vai ficar só no resumo! Fotos de hoje disponíveis aqui! Amanhã vamos a Mar del Plata. Se tivermos internet, juro que tento detalhar o dia de hoje!